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	<title>Blá Blá Blá</title>
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		<title>Estaca pro morcego, carinho pro lobo&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 20:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Márlio]]></category>
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		<category><![CDATA[lobisomens]]></category>
		<category><![CDATA[Twilight]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Tem uma série de livros que ultimamente está sendo comentada em tudo que é canto: Twilight, ou Crepúsculo, com direito a filme e tudo o mais; porém tenha calma, leitor ou leitora, não é mais um texto sobre esse romance não! Usarei porém esse ponto de partida para onde quero chegar. Quem não leu a série até o segundo e terceiro livros poderá ter suas surpresas prejudicadas, estejam avisados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A personagem de Twilight, a Bella, é apaixonada por um vampiro que tem tudo para ser o sonho dela, uma infinidade de qualidades, nenhum defeito&#8230; Imagine o sentimento de <em>perda</em> que ela não sentiu quando, em dado momento, Edward, o namorado-vampiro simplesmente foi embora, sem lhe dar razão nenhuma. O livro narra de maneira única o sentimento de abandono, perda, tristeza&#8230; E é quando aparece na história Jacob, um amigo que, já com visível paixonite, ajuda a garota a se reestruturar, divertir e passar o tempo. É claro que o sentimento de abandono não passaria tão fácil, mas vemos a lenta e progressiva melhora da Bella&#8230; Inclusive quando ela descobre o detalhe: seu amigo é um lobisomem. Para a ficção da autora, felizmente, o vampiro acaba retornando, a garota acaba largando o lobisomem pelo “seu grande amor” e a vida continua. Saco!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Agora posso entrar no tema em questão, e é algo que infelizmente eu vejo ocorrer o tempo todo, com garotas de todas as idades&#8230; Garotas fãs de Twilight, me perdoem: o Edward talvez seja perfeito, mas ele só existe no universo das páginas dos livros! É claro que pelo bem da história, a autora o fez voltar, o fez ter um bom motivo, o fez continuar sendo <em>bom</em>&#8230; Quem dera esse péssimo exemplo fosse verdadeiro aqui fora, mas não é.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Apaixonar-se é muito bom, e a bem da verdade, no começo tudo são flores, e com o tempo, podemos enxergar com clareza a verdadeira pessoa ao nosso lado, na plenitude de seus valores e suas falhas&#8230; No começo, porém, tudo é perfeição, tudo é idealizado. E me envergonho em ser homem nessas horas, quando um dos pretensos perfeitos, depois de chegarem até onde queriam com a menina vão simplesmente embora, geralmente sem dar quaisquer explicações. Perdi a conta de quantas amigas eu vi tristes por causas assim! E quero então chamar esse tipo de cara de vampiro, o que aparece pra pegar, pega e vai embora&#8230; A perfeição do vampiro não é assim tão perfeita&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">E a pessoa nessa situação sofre, por que não? Se você estava certo de um romance ou apenas uma relação bacana, troca de carinhos, amizade, até amor e vê tudo isso sumir tão cedo, sem explicação, quem não ficaria triste? E na tristeza vem o erro: esperar pela volta do vampiro, como se ser novamente sugado fosse fazer algum bem real.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Aí entram os lobisomens da vida real: talvez você não o tenha notado na primeira vez. Porém, ele provavelmente estava ali antes, está ali <em>durante</em> sua decepção, diferente do vampiro, e também estará ali depois. É aquela pessoa que te quer bem, procura te entender e melhor de tudo, consegue. Mas não é muito fácil pros lobisomens; quantos deles são trocados por um vampiro, ou melhor, a ausência do vampiro? Quantas garotas conhecem e querem bem um cara que esteve sempre ao seu lado e tudo faz para ficar&#8230; mas que apesar disso, por “não ser certo” ou ainda “gostar de outro”, se mantém na espera? Eu friso&#8230; na vida real, e no fundo felizmente, o vampiro não volta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Não ser certo? Garotas, acordem! O lobisomem não é burro, e sabe o que você está passando, ou entenderá quando souber. Ele não está pedindo paixão instantânea, não está exigindo amor, ele o está <em>oferecendo</em>! Se vocês realmente não o querem, tudo bem, é perfeitamente compreensível; não coloquem, entretanto, o “não ser certo” na sua lista de motivos. Ainda gosta de outro? Se ele gostasse de você a ponto de lhe fazer bem, o vampiro não teria partido. É essa a essência do Twilight da vida real: o vampiro não é o Edward, é apenas um vampiro; mas o lobisomem, ele de fato é real, com suas falhas, seus defeitos, mas também suas virtudes, sua vontade de lhe fazer bem e sorrir. Muitas estão numa fase adiante, porém ainda indefinida: estão tentadas a tentar, estão a ponto de, mas por receio ou medo, ficam aguardando. O mesmo acontece com a Bella, quando está a ponto de beijar seu lobisomem no 2º livro, o que ela teria feito se o vampiro não voltasse. Ela compreendia que ainda amava mais o vampiro, mas também compreendia que ele a deixara; compreendia que o sentimento não passaria tão cedo, talvez nem passasse!, mas aceitava que apesar disso, ela não podia retardar a busca da própria felicidade, estando alguém tão disposto a ajudá-la a seu lado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Eu conheço, graças aos deuses, um caso de uma menina que enfrentou o vazio do vampiro e abraçou a causa do lobisomem. Tenho certeza que não foi fácil, de que não foram poucas as noites pensando, decidindo, contradizendo e temendo, mas a garota tomou a decisão. O que posso dizer? Sei que ela está feliz, porque muito difícil seria não estar quando se tem alguém que lhe ama ao lado. Ponto pro lobisomem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A mensagem é essa, caro leitor, cara leitora&#8230; Não confundam os personagens da ficção com os amores da sua vida. A diferença reside que na vida real, o vampiro não volta; a semelhança é que, na vida real, o lobisomem sempre esteve e sempre estará ali. E pode sim, te fazer muito feliz.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Pelo tanto, comprem suas estacas, cruzes, borrifem água benta e usem cordões de alho, o que for! Livrem-se do vazio que um vampiro pode inspirar&#8230; e assim que encontrar, ponha a coleira em seu lobisomem. É isso mesmo que ele quer.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Por Márlio Aguiar</strong></p>
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		<title>O Império Contra-Ataca</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 20:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linoge]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não sou democrata”.
E digo isso para o escândalo de muitos. Mas não posso negar. Não sou democrata e apelo para a proteção de vocês, pois, em um mundo onde se impõe uma democracia aqui e se força outra acolá, o que não farão com um cidadão mínimo como eu: pacato, ordinário e portador de CPF? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“<em>Não sou democrata</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">E digo isso para o escândalo de muitos. Mas não posso negar. Não sou democrata e apelo para a proteção de vocês, pois, em um mundo onde se impõe uma democracia aqui e se força outra acolá, o que não farão com um cidadão mínimo como eu: pacato, ordinário e portador de CPF? Chamar-me-ão terrorista, talebã, fascista, pérfido e déspota. Contudo repito: não sou democrata. E mais. Não acho que a maioria esteja com a verdade. A maioria, na maior parte das vezes, está errada. A maioria é burra. Senhor, salva-me da maioria! É por isso que não sou democrata. Democratas são o Bush, os tucanos e os lulopetistas. Eu sou&#8230; absolutista?! Isso. ABSOLUTISTA! Mas um absolutista sem rei nem coroa. Afinal, admito que a monarquia absolutista é o regime ideal somente quando temos um monarca ideal com idéias ideais em um tempo ideal num país ideal. E a verdade é que, em nossos dias, quem seria digno sob os céus de ostentar uma coroa? Mesmo assim sou absolutista; sou e espero. Como dizia Fernando Pessoa: “Quanto é melhor, quando há bruma, esperar por D. Sebastião, quer venha quer não!”.</p>
<p style="text-align: justify;">P.S.: Anarquista que não sou! Não me sentiria digno de carregar este nome; nem tenho poder e autoridade para tanto. Deixo-o para Deus, o único Anarquista autêntico, já que é “tudo em todos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Linoge.</p>
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		<title>Agora sim&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 20:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de muita demora da minha parte, o Blá Blá Blá vai começar com seus textos novos. E vou ter que trabalhar mains na divulgação!

Bem, ainda essa semana novidades!
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois de muita demora da minha parte, o Blá Blá Blá vai começar com seus textos novos. E vou ter que trabalhar mains na divulgação!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bem, ainda essa semana novidades!</p>
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		<title>Happy Birthday, Real!!!</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 19:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ashley]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[plano]]></category>
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		<description><![CDATA[E aí, galera, como é que tá de ressaca?! Bem, eu não estou de ressaca, mas de coluna&#8230;
Sábado a Carola me perguntou no icq: “Ash, cê tem alguma coisa pro Blá Blá Blá, aí?” Bem, eu respondi que iria ver um e-mail de um amigo português, que trazia uma discussão sobre qual a imagem do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E aí, galera, como é que tá de ressaca?! Bem, eu não estou de ressaca, mas de coluna&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Sábado a Carola me perguntou no icq: “Ash, cê tem alguma coisa pro Blá Blá Blá, aí?” Bem, eu respondi que iria ver um e-mail de um amigo português, que trazia uma discussão sobre qual a imagem do Brasil lá fora e que talvez seria interessante publicá-la e tal. Como uma boa brasileira torcedora que sou &#8211; em épocas de copa &#8211; eu acabei esquecendo, além do mais, euu me sentiria completamente irresponsável enviando uma discussão que não foi feita por mim e feriria os meus princípios&#8230; digamos, egóicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora gloriosíssima vitória pentacampeã da nossa seleção, outros acontecimentos da segunda-feira cheia de olheiras e com cara de feriado, claro, foram esquecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há exatamente oito anos era lançado o Plano Real. A maior representação da inesquecível fala do nosso presidente (sociólogo): “Eu sou um neo-liberal!”. Vale a pena falar um pouco das mudanças econômicas que aconteceram desde o lançamento do milagroso plano monetário, que fez o dólar até mesmo valer menos do que a nova moeda brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira conquista a se ostentar com Real foi sem dúvida e estabilidade. Aparentemente nada subia nem descia, produtos importados inundavam as prateleiras dos mercados e lojas e a classe média fez a festa! A camada mais ambiciosa e esperançosa no quesito: “Um dia eu vou vencer e me tornar um grande!”, sentia que chegava perto de se tornar o típico estereótipo da classe alta, de carrão importado, telefone celular &#8211; embora todo mundo, hoje, ande com um -, viajando para o exterior e assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify;">Querem um exemplo? Eu. Por causa do Real, em 1997, viajei para fora do país, curtindo lá na Argentina, no gelo da Patagônia, o 1 peso valer 1 dólar. Depois, em 1998, <strong>custando só mais um pouquinho</strong>, uns 0,25 centavos a mais em relação à moeda norte-americana, brincando no câmbio espanhol e português de trocar dólar por pesetas e escudos &#8211; moedas da Espanha e Portugal, respectivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">E vejam só&#8230; esse mais um pouquinho hoje o que aconteceu? US$1,00 virou R$2,90&#8230; E no oitavo aniversário da moeda nacional, que se orgulhava de se equiparar ao dólar, comemora-se tudo em alta: o risco-país, a gasolina e o maior alta do dólar desde 1994  e uma ligeira alusão à inflação, aumentando o número de moeda impressa em grande estilo: o lançamento da mais nova nota de vinte reais que traz estampada no verso, nada mais sugestivo do que um mico.</p>
<p style="text-align: justify;">Que vergonha, hein presidente!! Como se não bastasse dever R$22,00 ao ministro da fazenda Pedro Malan &#8211; no discurso em que este presenteou FHC com uma nota de vinte e outra de dois reais e em tom de brincadeira, o ministro cobrou do presidente o valor das notas &#8211; ainda aumentou a dívida interna com o povo brasileiro de início R$71 milhões e atualmente com R$639 milhões. O que mais podemos esperar? Claro! A volta da seleção brasileira, que será recebida por nada mais, nada menos que quem? Lá vai uma  dica: vai ser lá em Brasília!</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto alguns compravam os tão cobiçados produtos estrangeiros, uma enorme camada de trabalhadores brasileiros perdia o emprego. A falta de protecionismo com o nosso mercado que permitiu a entrada de tantos importados, quebrou a balança comercial, o Brasil exportou menos e diminuiu a produção obrigando as pequenas e médias indústrias a fecharem e demitir seus funcionários. A conseqüência é o aumento do emprego informal, os famosos bicos, e o agravamento da questão social.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma breve retrospectiva do que representou a economia do Real no Brasil, o que vemos é uma alta do dólar quase incontrolável, tentativas consecutivas de injetar moeda americana no mercado fazendo empréstimos do FMI &#8211; que eu diria quase arbitrários &#8211; para reduzir a inflação, as nossas laranjas se espremendo para entrar nos Estados Unidos &#8211; devido a alta taxa alfandegária imposta por eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez eu tenha sido pessimista demais hoje, não é? Então lá vai uma boa notícia: feito um balanço na importação e exportação do mercado brasileiro, no primeiro semestre a nossa balança comercial foi favorável, ou seja, exportamos mais do que importamos! E isso devido é claro, ao valor tão baixo do real em relação o caríssimo e respeitado dólar. Sem dúvida alguma, é um ponto positivo para uma economia tão frágil como nossa, mas o próximo governo, com certeza, terá de trabalhar muito mais do que oito anos para devolver a dignidade aos trabalhadores e seus empregos produtivos que foram substituídos por meros produtos que são considerados mais valiosos só porque foram feitos lá no estrangeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para encerrar, com um gosto menos amargo da nossa submissão econômica e cultural, fica a minha homenagem ao querido Chico Xavier, que dissera que gostaria de morrer em um dia de felicidade para o Brasil. Só alguém que merece tanto prestígio exatamente por ser tão simples, teve efetivamente o direito de ter o seu desejo realizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas, como eu digo sempre, por favor, escrevam-me ou deixem seus recados para dúvidas, críticas, ou o que mais vocês quiserem discutir sobre o que acontece aqui e no mundo.</p>
<p>Beijos!</p>
<p style="text-align: right;">&#8220;Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.”</p>
<p>Chico Xavier</p>
<p style="text-align: right;">- Escrito por Ashley em 2002</p>
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		<title>Tempo de Mudança</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 17:56:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ashley]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[problemas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi leitor, tudo bem? Espero que sim. É com muito prazer que escrevo mais uma vez para o Blá Blá Blá, depois de tanto tempo.
Depois do acontecimento trágico com o edifício World Trade Center (assunto da primeira coluna), que fez com que os olhares do mundo se voltassem para Nova Iorque, talvez seja hora de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Oi leitor, tudo bem? Espero que sim. É com muito prazer que escrevo mais uma vez para o <strong>Blá Blá Blá</strong>, depois de tanto tempo.</p>
<p>Depois do acontecimento trágico com o edifício World Trade Center (assunto da primeira coluna), que fez com que os olhares do mundo se voltassem para Nova Iorque, talvez seja hora de olharmos a nossa volta, o que do nosso país está sendo derrubado e destruído há muito tempo.</p>
<p>Como todos sabem, estamos em ano eleitoral, o que significa ano de mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Diga-me com sinceridade, notícias como: “apenas 7% da região Norte do Brasil tem rede de tratamento de esgoto”, é novidade para você? A nota em si, isolada, pode ser que sim, afinal, numa região com as dimensões territoriais que o Norte possui, é realmente de se espantar que 93% daquela população viva sem esgoto tratado. Mas eu peço para que você leitor, pense de uma forma mais ampla, em termos de informação, o que é isso? Um dado, certo? Pois é&#8230; mais um entre tantos que todos nós conhecemos, que representa a pobreza e a miséria do país em NÓS vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">E diga-me outra coisa: há quanto tempo você houve todos dias dados como este? A minha resposta é, desde que eu nasci. A sua também é?</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, antes que você pergunte até onde esses “diga-me” irão parar, esclareço o assunto da coluna. A consciência do voto. O que eu quis dizer fazendo perguntas sobre índices que falam da miséria do país, foi que a situação social em que o Brasil se encontra é muito grave e que é necessário que se faça uma mudança. E como eu disse acima, eleições representam mudanças.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que, a cada quatro anos seja a mesma coisa; assistir às cansativas propagandas eleitorais, votar, presenciar ou vivenciar confusões por causa da urna eletrônica e no fim o candidato nada fez, o voto é o único meio de procurar uma saída. Por isso a minha intenção é valorizar esse poder que nós temos de eleger alguém que traga transformações positivas para o nosso país, afinal, creio que como eu, todos estejam fartos de assistir a seqüestros, corrupção em órgãos públicos, pessoas quem não tem onde morar invadindo a casa dos outros, mortes causadas por doenças que se manifestam por falta de infra-estrutura municipal.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamo a atenção para esses dois últimos exemplos, que tem uma denominação: Sem terras e dengue. Apesar de existirem opiniões que se divergem com relação a reforma agrária, ela está na constituição brasileira, portanto é uma lei que deve ser cumprida. E sobre a dengue, a falta de planejamento de moradia apropriada levou a propagação incontrolável dessa epidemia, afinal, se a população tivesse lugares apropriados para viver; se os lixões onde se acumulam milhares de pneus velhos fossem fiscalizados e água da chuva e dos rios que inundam as grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, tivessem vazão, os três fatores não se misturariam e manter um simples vazo de planta em casa, não seria a desgraça que hoje representa.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisando apenas dois problemas sociais no Brasil, já notamos graves faltas cometidas pelo governo (seja ele de que partido for): o descumprimento da legislação e falta de moradia apropriada para a população. E dar as costas para esses dois fatores, pode gerar muitas outras questões que fazem da imagem brasileira, vergonhosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, minha intenção aqui já foi declarada; chamar a atenção do público que costuma freqüentar o site, da importância que a participação do seu voto nas eleições, pois assuntos que envolvem política geralmente são tratados à distância, como se nada pudéssemos fazer. Pode parecer bastante utópico da minha parte acreditar que uma minoria que sabe votar consciente, possa salvar o país, mas é a única saída de ao menos tentarmos. Pessoalmente, melhorar a sociedade, significa humanizar, dessa forma, apagariam os indicadores do IBGE que calculam os índices de analfabetos, doentes, crianças abandonadas, que são pessoas reduzidas a meros números lidos e esquecidos, como se tivessem sido apagados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;">- Escrito por Ashley em 2002.</p>
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		<title>Uma reflexão gerada acerca do atentado ao World Trade Center e suas conseqüências</title>
		<link>http://blablabla.legadodaescrita.com/?p=32</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 17:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ashley]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há inúmeras coisas que devem ser questionadas sobre o atentado terrorista ao World Trade Center em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por isso colocarei aqui os pontos que considero mais importantes. O primeiro deles é a manipulação da imprensa e sua ética relacionada com o American Way of Life. Em segundo lugar gostaria de tratar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há inúmeras coisas que devem ser questionadas sobre o atentado terrorista ao World Trade Center em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por isso colocarei aqui os pontos que considero mais importantes. O primeiro deles é a manipulação da imprensa e sua ética relacionada com o <em>American Way of Life</em>. Em segundo lugar gostaria de tratar também a questão do nacionalismo norte americano relacionado com seu passado histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sociedade moderna estar informado e atualizado é muito mais fácil do que há  algum tempo atrás, abrangendo todas as classes sociais, mesmo que o ensino seja muito mal administrado e de péssima qualidade para a grande maioria da população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A quantidade de informações que adquirimos parece não se processar de maneira qualitativa, diante da rapidez e do volume imenso que se derrama diante de nós. Por esse motivo dificilmente não paramos para pensar na manipulação que sofrem tais informações independente de suas fontes. Depois do atentado aos edifícios novaiorquinos, assistimos  a tantas pessoas chorando, deixando flores, dando entrevistas e todo aquele melodrama patriótico. Você já parou pra pensar por   quê?? A resposta é imediata: “<em>Como?! O que fizeram é uma atrocidade!</em>”,  “<em>Um crime absurdamente terrível!</em>”,  “<em>Temos que eliminar os terroristas  da face da Terra!</em>”; e assim por diante. No entanto devemos parar e lembrar que não só essa atrocidade acontece no mundo. Milhares delas acontecem, e pessoas morrem de formas com as quais nós já nos acostumamos a ver; de fome, de frio, de endemias, ali mesmo do outro lado da calçada de nossas casas há um bêbado dormindo e nada é feito, porém quando um ataque terrorista acontece no país mais rico do mundo, o mundo inteiro chora. Fala-se em Terceira guerra mundial, mas a África por exemplo vive em guerra civil desde o século retrasado. Por que uma guerra civil em um país pobre que mutila pessoas com BOMBAS escondidas em minas, vale menos que a explosão de um prédio num país milionário?</p>
<p style="text-align: justify;">Aí é perguntado: mas o que você quer dizer com isso?</p>
<p style="text-align: justify;">O que quero dizer, é que a imprensa manipula informações, divulgam o que lhes convêm, alimentando a ignorância de muitos para que não olhem ao seu redor e glorifiquem o <em>American Way of life</em>, para que na cultura de países pobres como o Brasil, não se cultive intelectuais para questionar a ignorância e a falta de educação da população. Enquanto as pessoas choram e se emocionam com o sensacionalismo da imprensa, políticos roubam, informações são ocultadas, impostos são aumentados  e a maioria das pessoas não presta atenção porque outra notícia  lhe foi dada para se revoltar e se impressionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomemos como exemplo o Brasil, diante de sua péssima e miserável condição social para explicar o tamanho domínio do jeito americano de viver. A condição histórica do nosso país explica a destruição da cultura nossa nativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa História conta que somos uma ex-colônia de exploração portuguesa, o que definitivamente atrapalhou no processo de independência, de forma que as elites agrárias permaneceram até hoje na administração política brasileira e o único interesse delas é enriquecer deixando pra trás o desenvolvimento social do Brasil. E qual a melhor forma para manipular uma população de mais 160 milhões de pessoas? Através dos meios de comunicação. Ainda que haja jornais, programas de televisão de boa qualidade que discute a ética jornalista e trabalham para o desenvolvimento cultural, não são suficientes para conscientizar as pessoas. Entra aqui então o American Way of Life que se aproveita da ignorância de uma população. Mas por quê? Os americanos são tão maus assim?? Não exatamente; por que são movidos por um impulso cultural e religioso (que não cabe aqui discutir)  que chamamos hoje de imperialismo e que este possui uma aceitação pelos governos subdesenvolvidos que subornados abrem as portas e as pernas para a entrada de uma cultura hegemônica.</p>
<p style="text-align: justify;">Com certeza os Estados Unidos estão vivendo agora o auge do seu ufanismo nacionalista. O atual presidente George Bush é o representante mor do exibicionismo norte americano. Tão limitado em sua mente petrolífera e disléxica (tomei tal informação de fontes seguras) tomou posse mostrando a bota, afirmando da forma mais velada que é xerife do mundo. Em seguida recusou-se a assinar o Tratado do Kioto não se responsabilizando pelos 25% de dióxido de carbono emitido pelos Estados Unidos à atmosfera. Como se não lhe fosse bastante, divulgou concretizar o plano &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221; de construir um escudo anti-mísseis armados de radares para defender a tão amada pátria, enquanto isso o que aconteceu? Foram destruídos dois dos mais idolatrados  patrimônios americanos, parte do Pentágono e as torres do World Trade Center que ficam muito abaixo de satélites detectores de mísseis.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do orgulho ferido e da reverência do mundo diante de tamanha desgraça, resta aos EUA agora mostrar todo o seu poderio bélico armando seu exército e combatendo de forma xenófoba os causadores do atentado. Não estou aqui de forma alguma dizendo que os terroristas não devem ser julgados, devem sim pois são assassinos. Contudo deve-se analisar como puni-los. Certamente o que veremos poderá ser sim uma guerra, mais uma depois de tantas em que os EUA atreveram-se a intervir e matar. Quer exemplos? Bombas em Hiroshima e Nagazaqui, Guerra do Vietnã (que por sinal perderam) a intervenção na Iugoslávia exterminado macedônios com o argumento de que os mísseis foram jogados ‘sem querer’ por não terem o mapa correto atingindo  hospitais e asilos.</p>
<p style="text-align: justify;">Encerro essa coluna, na qual tive o prazer de participar, me desculpando pelas digressões e também dizendo que não é minha intenção julgar a escolha cultural dos leitores, principalmente porque eu, na postura de alguém que representa a classe média brasileira, e que assimilou parte da cultura norte americana e no entanto não deixei minha postura social de lado. Também despeço-me confessando que só diante desse atentado fui levada a fazer reflexões que no fundo são visíveis há muito tempo, o que mostra que eu também fui atingida pelas informações da imprensa. À Carola e Linoge, meus agradecimentos por abrirem o tema da hp a um assunto de tamanha importância contribuindo para uma boa dose informação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;">Escrito por Ashley em 2002.</p>
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		<title>Voto: um direito e dever de todo cidadão</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 15:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linoge]]></category>
		<category><![CDATA[Deveres]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é ser cidadão?
Definir o que é ser cidadão é mais complexo do que parece, porém poderíamos dizer que ser cidadão é ter direitos e deveres, ser súdito e soberano.
Para um melhor entendimento poderíamos dividir os direitos do cidadão em três:
 Direitos civis: é o direito de se dispor do próprio corpo, locomoção, segurança, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O que é ser cidadão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Definir o que é ser cidadão é mais complexo do que parece, porém poderíamos dizer que ser cidadão é ter direitos e deveres, ser súdito e soberano.</p>
<p style="text-align: justify;">Para um melhor entendimento poderíamos dividir os direitos do cidadão em três:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Direitos civis</strong>: é o direito de se dispor do próprio corpo, locomoção, segurança, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Direitos sociais</strong>: é o direito ao atendimento das necessidades humanas básicas como alimentação, habitação, saúde, educação, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Direitos políticos</strong>: é o direito de ter livre expressão de pensamento e prática política, religiosa, etc. Resumidamente trata do direito de relacionar-se com os outros homens através da representação direta (sindicato, escola, associação de bairro) ou indireta (pela eleição). Ele delibera os outros dois direitos, os civis e os sociais – esclarece quais são esses direitos e o modo de chegar a eles.</p>
<p style="text-align: justify;">É principalmente este último que estaremos exercendo nas eleições do dia 06 de outubro. Nosso voto é uma autorização dada a um determinado candidato que, se eleito, tem por obrigação nos representar no poder legislativo ou executivo. Daí a palavra mandato, que não significa nada mais do que procuração. A eleição é a maneira como se escolhe quem deve assumir a responsabilidade de governar o país, o estado, o município.</p>
<p style="text-align: justify;">É na eleição que exercitamos a democracia. Mas a democracia não se resume de forma alguma à eleição. Ser democrata é não se acomodar perante as injustiças; é, sobretudo, incomodar-se com as desigualdades sociais. A democracia é por excelência subversiva. Indignar-se, questionar, revoltar-se são exercícios da democracia; o exercício se dá através do diálogo, de saber ouvir e falar.</p>
<p style="text-align: justify;">A experiência realmente verdadeira da democracia no Brasil é muito recente. Passamos, desde o início da república (1889), por períodos de ditadura, onde não era permitido aos brasileiros escolherem seus representantes. O voto é uma conquista comprada à custo de muito sangue. Foram muitos os torturados e mortos por lutarem pela liberdade de expressão e pelo direito de escolher nossos governantes.</p>
<p style="text-align: justify;">D. Paulo diz: “não fazer política é a pior forma de se fazer política”. A participação política é uma obrigação do cristão. Mais do que um direito, votar é um dever para com aqueles que deram suas vidas pela democracia e para com aqueles que são vítimas dos problemas sociais, já que podemos eleger pessoas compromissadas em acabar com a exclusão social. Além disso, só podemos cobrar nossos direitos quando participamos do processo democrático; quem vota em branco, anula ou vende seu voto acaba perdendo o direito de reclamar mais tarde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> As eleições de 2002</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este ano votaremos em candidatos para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.</p>
<p style="text-align: justify;">O chefe do Poder Executivo no nível federal (presidente) e estadual (governador) tem por função fazer funcionar a máquina governamental. O Executivo é quem contrata, descontrata, faz obras, presta serviços, controla a moeda, a exportação e a importação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando falamos em presidente e governador, mais do que uma pessoa estamos elegendo uma proposta de governo. E o mais importante é saber se essa proposta tem compromisso com a maioria, ou seja, o povo. Saber quais as forças que apóiam o candidato ajuda a constatar a veracidade das suas promessas. Um presidente ou governador não pode ser um aventureiro, um ambicioso, um corrupto. Verificar o passado do candidato faz-nos saber quais são seus interesses.</p>
<p style="text-align: justify;">Os deputados e senadores compõem o Poder Legislativo. Fazem as leis que regulam o uso dos recursos públicos (o orçamento) e as condições de nossa vida coletiva, além de fiscalizar o Executivo. O Legislativo retém mais poder do que aparenta.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal critério para se escolher um bom deputado ou senador está na verificação das qualidades pessoais do candidato, valendo também nesse caso considerar sua história pessoal. Muitos candidatos utilizam-se do esquema “é dando que se recebe”, acabam vendendo seus votos para o Executivo ou para empresários, latifundiários e outros membros da elite. Por isso o cargo de deputado estadual, deputado federal e senador são muito cobiçados por “picaretas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade uma porcentagem muito grande – talvez a grande maioria – dos nossos “representantes do povo” são mesmo é representantes de si mesmos, transformando os parlamentos em autênticos “balcões de negócios”. Com isso os Executivos podem fazer o que querem, impondo sua vontade ao país, e a corrupção fica impune.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem prefere que voltemos à ditadura pode até facilmente propor o fechamento dos nossos parlamentos, mas isso também significaria uma perda da liberdade de todos nós. Melhor maneira de combater a corrupção é fiscalizar os nossos governantes e escolher candidatos de acordo com os critérios acima. O dever do cidadão é cobrar seus direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, nessas eleições vote com consciência, escolha bem seu candidato e certifique-se que ele está realmente compromissado com você. A única maneira de mudar o país é através do voto, porque este nos dá um direito muito prazeroso que é o de escolher. Não deixe de votar e se você acha que o país vai mal vote para mudar. Boas eleições!</p>
<p style="text-align: right;">Escrito por Linoge em 2002.</p>
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		<title>Sampa, Paulicéia ou o nome que vocês queiram dar!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 15:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linoge]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
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		<description><![CDATA[Começa a noite na Grande São Paulo. A cidade sem limites, cujas fronteiras se perderam no fluxo de córregos imundos onde bóiam corpos em meio a detritos. Onde casas surgem umas sobre as outras sem nenhuma projeção de espaço. As casas comem umas às outras numa paisagem que lembra muito mais uma selva de concreto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Começa a noite na Grande São Paulo. A cidade sem limites, cujas fronteiras se perderam no fluxo de córregos imundos onde bóiam corpos em meio a detritos. Onde casas surgem umas sobre as outras sem nenhuma projeção de espaço. As casas comem umas às outras numa paisagem que lembra muito mais uma selva de concreto e madeira do que uma comunidade de pessoas. Ruas remendadas, crianças maltrapilhas jogando pelada na rua, cachorros esfomeados disputando ossos com mendigos. Essa é a cidade dos contrastes, das ilusões que surgem nos néons da Paulista e se acabam debaixo do Minhocão. Sonhos que desembarcam na Rodoviária do Tietê, percorrem o calvário da Brigadeiro Luís Antônio e  agonizam nas ruas solitárias da Cracolândia.</p>
<p style="text-align: justify;">São seis horas da tarde. Fim de expediente. Início da noite. Todos querem ir pra casa. Carros se acumulam nos labirintos das ruas em meio a pedintes e ladrões, bichas e prostitutas. O nosso trânsito é vertiginoso. “Me dá um dinheiro, moço!”, “Passa a grana!”, “O documento do carro, por favor!”, “Mãos na cabeça!”. Verde; Laranja; Vermelho. Alarmes, buzinas, sons dos motoboys. Fumaça de carro e de cigarro. STRESS! E todos correndo pra chegar em casa, rezando (quando se lembram) pra poder chegar em casa inteiros. Ninguém quer perder a novela das oito!</p>
<p style="text-align: justify;">Não há mais o romantismo das garoas nem boêmios na noite de Sampa. Hoje encontramos apenas bêbados em botecos fedorentos se entupindo de cachaça pra ver se suportam o ritmo da cidade, pra ver se amortecem seus sentidos, assim eles podem se passar por simples bêbados, e não por loucos que gritam a dor da Paulicéia desvairada. Ah, Mário de Andrade, a tua Paulicéia se perdeu de vez, deita-se todos os dias na cama de políticos corruptos, de empresários usurpadores! Essa louca se vende por um prato de feijão, se entorpece nas dunas de cocaína que rolam nas veias do seu corpo alienado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há Lua na cidade. No céu marrom e nublado, viciado na fumaça das fábricas, a única bola redonda, branca e iluminada que temos é o holofote de um helicóptero policial. Luz que rasga a escuridão das ruas estreitas da periferia procurando por marginais. Estes se escondem com os gatos pretos em lugares inusitados, não passam de tolos que sustentam os verdadeiros donos da farinha, os homens que habitam a região do Jardins, que dormem nos leitos confortáveis construídos à custa dos alucinados jovens que aspiram toda forma de consolação.</p>
<p style="text-align: justify;">E das bocas, comandadas pelos trouxas, são escarrados todos os dias viciados, meninos, vagabundas, todas as espécies da “escória” que nossa cidade esconde. O regime do terror ganha força no Estado de fato. Não há direito, não há leis, não há moral. A sobrevivência é a máxima!</p>
<p style="text-align: justify;">E de repente: Luzes vermelhas e azuis iluminam ruas da Brasilina, janelas se fecham, RATATATAS são ouvidos de todos os lados e confundidos com gritos de dor, latidos de vira-latas, o choro das mães. Um silêncio súbito. E de repente o sangue escorre pela sarjeta. Sangue de bandido? Sangue de polícia? Não. Constata-se que o sangue que corre é de um zé qualquer que voltava do trabalho. Mais um corpo que se transforma em apenas mais um número nas estatísticas. A revolta é sentimento no coração do povo, mas é só sentimento, e como um sentimento, se desfaz em medo na expressão estampada em frente às câmeras.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, a noite vai sendo levada na cidade que não dorme. Na cidade em que os fogos de artifício são mesclados aos tiroteios. Enquanto uns comemoram o resultado de uma partida de futebol, outros se trancam nas suas casas ao sinal do toque de recolher. Fugindo dos exercícios de cidadania. Ser cidadão é perigoso. Antes, ser apenas um número qualquer, um RG nas estatísticas da segurança pública, um CPF nos dados da receita. Um número que se transforma numa Carteira de Trabalho de dia e num ponto do Ibope pela noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Prostitutas nas camas. Gays nas boates. Voluntários nos becos. Traficantes nas bocas. Viciados nas esquinas. Pais-de-família nas camas. Alcoólatras nos botecos. Crianças nos semáforos. Mendigos nos viadutos. Sons rotineiros e silêncios perturbadores. Luzes turvas e trevas sólidas. Essa é a minha São Paulo, uma terra paradoxal. Paisagem geográfica que é o corpo monstruoso e colossal desse Leviatã, o qual chamamos de SOCIEDADE. Gostaríamos que fosse apenas um pesadelo, mas ele é real e nos mastiga todo dia como Satanás a Judas no Inferno de Dante. Cidade grande e cheia, ao mesmo tempo que vazia e pequena. Não há palavras melhores pra adjetiva-la do que: nua, louca e desesperadamente solitária!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;">Escrito por Linoge em 2002.</p>
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		<title>Não Tape Suas Narinas!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 14:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sociedade não pode mais fechar os olhos (e as narinas) para o problema das drogas. Sente-se o cheiro de maconha nas ruas, praças e até escolas. Não podemos mais pensar que elas nunca chegarão aos nossos filhos. Porque ao pensarmos isto, descobrimos que já é tarde demais. E o que fazer?
Criarmos campanhas contra as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A sociedade não pode mais fechar os olhos (e as narinas) para o problema das drogas. Sente-se o cheiro de maconha nas ruas, praças e até escolas. Não podemos mais pensar que elas nunca chegarão aos nossos filhos. Porque ao pensarmos isto, descobrimos que já é tarde demais. E o que fazer?</p>
<p style="text-align: justify;">Criarmos campanhas contra as drogas usando slogans como “A droga é uma droga!” e “Sou careta: não uso drogas”? Essas frases já estão ultrapassadas e não querem dizer exatamente nada. São idéias consideradas ridículas pela juventude. E acredito que ela tem razão!</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos chamando-os de idiotas ao fazer propaganda de campanhas como esta, impregnadas de um didatismo primário. Estamos subestimando o poder de raciocínio desses jovens. Afinal, temos que admitir que a droga não é uma droga, a droga é legal! Se eu disser ao meu filho: “Olha, não experimenta drogas porque elas são ruins.”, eu estarei mentindo e, conseqüentemente, perdendo a confiança dele, pois, cedo ou tarde, ele terá contato com ela, e constatará por si próprio que esta ocasiona sensações muito boas, coisas que ele não sente no dia-a-dia. Fim do raciocínio: “O meu pai não entende nada! Como ele pode saber se nunca experimentou?!”</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a dizer que quem não usa drogas é careta, não passa de uma grande mentira. Sabemos que os “cidadãos” que a juventude considera caretas, já usaram drogas. O que leva os jovens a pensar: “Se até Caetano já usou por que eu não posso usar?”</p>
<p style="text-align: justify;">Os jovens que usam drogas não tem apenas fumaça na cabeça e névoa nos olhos. São jovens inteligentes, espertos, chego até a dizer que são os mais críticos que conheço. O que falta neles é formação e informação. A juventude já carrega na sua natureza a tendência revolucionária, a capacidade de mudar. O papel do jovem é ser o agente transformador da sociedade, aquele que vem pra renovar o que já desgastado e consolidar o que há de bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente vivemos num mundo em que o jovem é constantemente excluído das decisões tomadas pela sociedade. Ele é formado pra não ter a capacidade de ter um pensamento crítico. Ele é programado pra simplesmente ser o agente consumidor. Consumir é sua tarefa, e fazendo isto ele estará contribuindo para a prosperidade do seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">E onde fica essa energia rebelde que emana do jovem? Não tendo os instrumentos pra protestar contra a sociedade materialista em que vivemos, o jovem torna-se um rebelde sem causa, e pra se vingar da sociedade, ele vai cumprir justamente a tarefa de que o encarregaram, ele vai consumir. Porém vai consumir aquilo que a sociedade condena, ele vai entrar em contato com as drogas. Essa é a maneira de ele dizer: “Olha, eu não to nem aí pra essa DROGA de Sistema!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, se queremos combater as drogas, não só temos que ajudar aqueles que já se viciaram, como elaborar campanhas verdadeiras para aqueles que ainda vão ter contato com elas. E, principalmente, conscientizar os pais da maneira que eles devem estar expondo o assunto para seus filhos. Afinal, pra dizermos “Não!” às drogas, temos que dizer “Sim!” aos jovens.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;">Escrito por Linoge em 2002.</p>
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		<title>Justiça ou Vingança?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 04:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[impunidade]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[vingança]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos tempos a vida não tem estado muito bem cotada na consciência da humanidade em geral. Ela perdeu tanto o seu valor que tem sido comercializada até por uns trocados. Esta crise moral por que estamos passando tem como alicerces, a injustiça e a descrença. Umas pessoas matam por estarem com fome, outras por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos últimos tempos a vida não tem estado muito bem cotada na consciência da humanidade em geral. Ela perdeu tanto o seu valor que tem sido comercializada até por uns trocados. Esta crise moral por que estamos passando tem como alicerces, a injustiça e a descrença. Umas pessoas matam por estarem com fome, outras por ganância, e algumas até, por diversão.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que toda ação gera uma reação, que em quase todos os casos é sempre mais radical e estúpida. A sociedade realmente pede paz, ela está cansada da banalização da vida, dessa barbárie que se tem cometido. O problema é que querer plantar flores em campos de sangue gerará apenas ervas daninhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas, e até autoridades (pra se perceber a estupidez a que chegamos) defendem a criação da pena de morte para crimes hediondos. Mas será que responder à violência com violência não é estar cometendo o mesmo erro. Será que dizer “não faça isso” fazendo é uma péssima maneira de dar exemplo?</p>
<p style="text-align: justify;">E tem mais, a pena de morte é realmente justiça, ou apenas vingança? Muitas pessoas já cometeram atos hediondos dizendo-se “Arautos de Têmis”. Será que para resolver o problema da violência vamos ter que voltar no tempo e instituir a Lei do Talião? Ou será melhor, nos utilizarmos da imprensa sensacionalista do nosso país e exibirmos essas execuções pela televisão?</p>
<p style="text-align: justify;">Até onde o ser humano tem direito de vida e de morte sobre outro? Então vocês podem dizer: “<em>Mas não é você que está sendo lesado pela violência</em>”. Eu respondo: “<em>Sim, não sou eu. Somos todos nós!</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">O que está acontecendo, mais que uma crise moral, é uma crise espiritual. Falta alma pra tanta carne. Pois quando o homem quebrou seus laços com a divindade ele não foi auto-suficiente pra se sustentar. E numa sociedade que se diz em grande parte cristã e pacífica, defender a pena de morte é o cúmulo da hipocrisia e da ignorância.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu creio que a melhor punição que temos, além de justa, é a privação da liberdade. Mas privação mesmo, não esse sistema falho de penitenciárias que temos no Brasil, muito menos essa polícia despreparada e corrupta que se faz pouco investigativa e mais violenta que o próprio crime.</p>
<p style="text-align: justify;">A sensação de impunidade que paira no ar nos nossos dias é o principal motivo do aumento da violência, e esta impunidade é que deve ser combatida. Se queremos construir a paz, temos que pregá-la acima de tudo. Paz não se compra a preço de sangue. Paz se conquista com a grandeza de espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">E paz não está em vidros blindados, ela é construída por todos e pra todos com menos desigualdade social e mais valorização da vida. É um trabalho que leva tempo, mas que com perseverança e união podemos realizar!</p>
<p style="text-align: justify;">Mande sua opinião, me diga o que você acha que pode contribuir para construção de uma sociedade pacífica? E que tipo de instrumentos devemos usar para derrotar a violência!</p>
<p style="text-align: right;">Por Linoge, contido na coluna Blá-Blá-Blá da página Legado da Escrita.</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: justify;">- Esse texto foi publicado no Blá Blá Blá em 2002.</p>
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